Novo marca-passo se alimenta usando os batimentos cardíacos e pode durar a vida toda

Uma equipe de cientistas chineses desenvolveu um marca-passo revolucionário que se autoalimenta e gera eletricidade a partir da própria batida do coração, um avanço que poderia finalmente dar vida a implantes cardíacos vitalícios.
O dispositivo - descrito em um estudo na Nature Biomedical Engineering - aborda uma falha crítica na tecnologia médica atual. Os marcapassos tradicionais dependem de baterias que se esgotam após cerca de 10 anos, obrigando os pacientes a se submeterem a cirurgias arriscadas e caras para substituí-los. Em contrapartida, esse novo dispositivo em miniatura foi projetado para funcionar indefinidamente, criando o que o autor principal do artigo chama de "bioeletrônica simbiótica"
Desenvolvido ao longo de sete anos por uma coalizão que inclui a Universidade da Academia Chinesa de Ciências (UCAS), a Universidade de Tsinghua e a Universidade de Pequim, o marcapasso usa um "módulo de regeneração de energia integrado" exclusivo
Ele converte a energia cinética do movimento do coração em eletricidade por meio de indução eletromagnética. Para garantir a durabilidade, a equipe projetou um sistema simplificado de levitação magnética que minimiza o atrito. Em testes de laboratório que simularam 300 milhões de batimentos cardíacos - o equivalente a 10 anos de uso - o dispositivo apresentou apenas 4% de desgaste.
A potência de saída é igualmente impressionante. O marcapasso gera uma média de 120 microwatts, excedendo em muito os 10 microwatts necessários para uma operação estável.
O dispositivo não tem chumbo, é do tamanho de uma cápsula e é feito de materiais biocompatíveis, o que permite que seja implantado através da veia femoral usando um cateter minimamente invasivo. Em um teste de um mês que envolveu um porco com bradicardia grave (frequência cardíaca lenta), o marcapasso conseguiu manter um ritmo normal usando apenas a energia coletada dos batimentos cardíacos do animal.
Ouyang, professor associado da UCAS, afirmou que a equipe pretende levar o dispositivo a testes clínicos antes de 2030. A meta é produzir uma unidade que dure de duas a três vezes mais do que as importações atuais - que podem custar até 160.000 yuans (US$ 22.969) - por uma fração do preço. Os pesquisadores acreditam que essa tecnologia de "coleta de energia" poderia ser aplicada a outros dispositivos implantáveis usados para reparo ósseo, regulação neural e controle da dor.
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