O primeiro celular dobrável da Apple pode custar mais de US$ 1.000 só para ser consertado

Espera-se que a Apple lance seu primeiro celular dobrável ainda este ano, com um preço inicial em torno de US$ 2.000, e um especialista em reparos está alertando os compradores de que o preço de compra não é o único gasto.
Ricky Panesar, fundador da empresa de reparos londrina iCorrect, disse à Forbes que espera que a substituição da tela interna dobrável custe cerca de 850 libras, aproximadamente 1.155 dólares, ou mais. O mesmo reparo no Galaxy Z Fold 8 padrão da Samsung custa US$ 579, valor que já inclui a estrutura Flex Titanium da Samsung, e o Z Fold 7, modelo anterior, custava US$ 449. A estimativa de Panesar colocaria o custo do reparo da Apple cerca de 43% acima do da Samsung em libras esterlinas e próximo a 58% do preço de compra do aparelho, segundo rumores.
Espera-se que a Apple adquira seus painéis dobráveis da Samsung Display, o que significa pagar uma margem de fornecedor que a própria Samsung não paga. Panesar espera que esse custo seja repassado aos clientes, tendo declarado à Forbes que antecipa os preços de reparo mais caros que a Apple já cobrou por qualquer dispositivo portátil até o momento.
O AppleCare+ pode não amenizar o impacto tanto quanto os compradores esperam. Historicamente, a Apple tem cobrado apenas 29 libras, ou US$ 29 nos EUA, por cada reparo de tela em dispositivos cobertos pelo plano. Panesar não espera que isso se mantenha neste caso, prevendo taxas por incidente mais próximas de £100, e sugere que a Apple também possa rever a política de reparos ilimitados que introduziu nos últimos anos, dado o custo da substituição de telas dobráveis. Ele ainda considera o AppleCare+ essencial para quem adquirir um desses aparelhos.
O mercado de reparos independentes também não será uma saída viável no lançamento. As oficinas terceirizadas não têm experiência com o design da dobradiça da Apple, e Panesar afirma que a curva de aprendizado aumentará os custos em vez de reduzi-los, deixando os prestadores independentes incapazes de oferecer preços mais baixos que os da Apple nos primeiros meses. Ele também espera que o módulo do Touch ID seja mais difícil de reparar do que o Face ID tem sido.
A tela interna e a dobradiça funcionam como um único conjunto integrado; portanto, acessar um componente significa desmontar grande parte do que o rodeia, e esse trabalho aumenta rapidamente. A iFixit classificou o Galaxy Z Fold 8 com nota quatro em dez quanto à reparabilidade, citando uma tela interna frágil e a complexidade do trabalho na dobradiça.
Atualmente, o AppleCare+ cobra US$ 29 por danos à tela ou ao vidro traseiro e US$ 99 por outros danos acidentais. Uma tela interna dobrável provavelmente se enquadraria na categoria de custo mais elevado, em vez da faixa padrão para telas.
A Apple realizará seu evento “Surprise and Shine” na quarta-feira, 9 de setembro, no Apple Park, em Cupertino, que será transmitido ao vivo em seu site e no YouTube, e a maioria dos observadores espera que o aparelho dobrável seja apresentado lá, embora alguns relatos sugiram que ele talvez só seja lançado em outubro. Espera-se que o dispositivo seja lançado com o iOS 27, a primeira versão com software específico para dispositivos dobráveis.
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